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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Urgent - uma adenda :)


"When you realize you want to spend the rest of your life with somebody, you want that the rest of your life start as soon as possible!"

BDC: Eis a excepção que eu abro à negação da urgência ao Amor. Mas aqui, sim, estamos a falar do tal "true love" que mencionaste no teu comentário...
Bjs e obrigado!!

Urgent (?)


"Just you wait and see, how urgent, our love can be, it's urgent"



O mais respeitável dos esforços que já presenciei para me convencer de que esta frase é verdadeira foi feito pelo saxofone desta música. 
Mas continuo por convencer. O Amor nunca é urgente. O que é urgente é acordar amanhã bem disposto, de bem com a vida, a andar de cabeça erguida na rua, a aprender com os meus filhos os segredos que só eles dominam da arte de VIVER. E depois de amanhã também. E, de novo, no dia seguinte.
O resto é a paisagem que a Vida me colocar no caminho: umas vezes a justificar que a contemple, outras que a fotografe, na maior parte das vezes desinteressante qb o que é essencial para manter o foco no que conta: o caminho em si. Sem outra meta que não seja caminhar... :) a sorrir!!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

38 Special - Caught Up In You



Há injustiça quando o pregão "naif" dos 38´Special fica condenado a ecoar cada vez mais timidamente até que um dia se suma.
Foram eles que quando eu me preparava para fazer 16 anos cantaram, muito escondidinho no meio deste Caught Up In You que "When it's right the light just comes shining through". Eu confesso que nem dei por isso na altura: bastava-me o refrão e a noção de que existia uma little girl (eu era little também) capaz de tornar ainda mais longos os compridos dias desse Verão.
Acho que não apareceu. Se apareceu não ficou na história. O que ficou foi esta música e a capacidade de a redescobrir e de decifrar a linha que conta: "When it's right the light just comes shining through".
Como tal, e como presumo que já tenhas crescido tenho uma nova mensagem para ti "little girl": show me the Light!

Pena de morte

O video nacional a fazer pirraça aos finlandeses era muito interessante por tudo o que tinha de verdades, de meias verdades e de "tretas-que-ninguém-vai-questionar-mas-que-ficam-bem".

Tinha também informações que, sendo mais ou menos imprecisas, seriam desmontáveis se os finlandeses conhecessem minimamente o nosso país. Agora que já pagaram podem ser desvendadas :-)

A  mais hilariante é a de termos sido os primeiros a abolir a pena de morte. Parece que é verdade, se bem que exista quem conteste mas...que diferença faria? Com a proverbial lentidão da nossa justiça a pena de morte nunca seria aplicada por morte natural superveniente dos potenciais clientes. É claro que, bem vistas as coisas, a categoria "Carrasco" seria das mais disputadas na Função Pública: assumidamente nada para fazer e ninguém para vir reclamar que o serviço andava mal feito.

É que olhamos para as notícias e lemos que DSK está preso no EUA a agurdar os desenvolvimentos do seu caso de violação sobre a empregada do hotel enquanto que em Portugal um homem de 40 anos sai em liberdade de um julgamento em que era acusado de ter violado a enteada de 12 porque os juízes entenderam que "a criança consentiu a relação sexual".

Esfregamos os olhos, olhamos de novo e vemos Madoff a apodrecer na prisão e Oliveira e Costa em casa a aguardar julgamento.

E podemos continuar todo o dia.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Sinais "antigos".


Aprendemos desde cedo que existem sinais. Por muitas voltas que demos há algo de Pavloviano a condicionar tanto de nós e a formatar tanto do que fazemos. Naqueles tempos, nunca distantes mas assumidamente remotos, ouviam-se slows. Os slows eram uma tranquila ilha de sedução no meio de mares feitos de ondas revoltas de hormonas aos saltos, tempestades de conflitos interiores de um projecto de pessoa a crescer e rochedos de incompreensões diversas (os mesmos rochedos que o desenrolar da viagem/vida ficam sinalizados por faróis para nunca mais nos atrapalharem).
Os slows tinham uma função numa altura em que "redes sociais" seriam um conceito incompreensível. Eram um "jogo" com regras feitas no momento e prémio incerto.
E havia um sinal...há sempre sinais :))
Quando se ouviam acordes de músicas como esta os corações batiam um bocadinho mais forte, o posicionamento no local era estrategicamente definido, ensaiavam-se alguns olhares, ouviam-se últimas "dicas" ou encorajamentos dos amigos.
Depois...só depois..atravessava-se "a pista"...uma caminhada com sabor a maratona para ouvir uma resposta que nos transportaria ao Céu ou nos faria descer ao Inferno da realidade e a um regresso à base em que a maratona passava a Calvário.
Tudo passava por sinais :)

terça-feira, 17 de maio de 2011

Tonight!


Os dias eram mais longos. Os Verões não acabavam. Havia sal no corpo a maior parte do tempo. A praia tinha horas extra em que as fogueiras desafiavam o escuro. Às vezes uma mão dada era a senha esperada para um beijo...ou não.
Morria-se de amor várias vezes por estação e por cada vez que morríamos voltávamos para voltar a viver. Não há um ensaio geral para a vida nem a vida começou depois. Nem antes. Nem ali. Nem nesse tempo.
Tudo tinha timidez e inexperiência e pureza.
Hoje olho para trás e visito um santuário. Foi bom ter essa idade. Mas foi muito melhor não ter nunca deixado de a ter.
Tonight. Always tonight!!

Laugh (and walk away)



"I'm sick of greedy people who just want a piece of me


They're all so clever and so bright and modern to the T

You smell them from a mile away but I don't really care

When it comes down to the facts I laugh and walk away (laugh and walk away)"

Amanhã é um grande dia!!

Graças à Liga Europa uma das cidades da província deste lindo país vai ter uma bonita festa!!! :))))

quinta-feira, 12 de maio de 2011

terça-feira, 10 de maio de 2011

Far away in time (?)



"On Echo Beach


Waves make the only sound

On Echo Beach

There's not a soul around"

segunda-feira, 9 de maio de 2011

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A Camaradazita

A Camaradazita escreve um editorial no JN de ontem em que faz uma retrospectiva sobra a importância do Papa João Paulo II nos acontecimentos que haveriam de precipitar a queda do comunismo.
A Camaradazita escreve como se fôssemos todos tomados por um súbito surto de falta de memória e não nos recordássemos por que águas navegava a Camaradazita no início dos anos 80.
O espectáculo caricato da Camaradazita a trocar a (sua) história por um prato de lentilhas não macula nada de importante nos acontecimentos da História. Mas revela muito do que são estes tempos em que são publicadas prosas de cúmplices de regimes assassinos e tirânicos como se fossem relatos de sobreviventes.
O que resta na espuma dos dias é mais uma cruel manifestação da miserável condição humana a que alguns estão condenados, a mesma condição humana de que se levantam e agigantam vultos com a discrição da genuína coragem de Wojtyla.
"Não tenhais medo!", atreve-se a titular a Camaradazita como se se reabilitasse na sua tardia e pouco convincente profissão de Fé. Não, Camaradazita! Não teremos medo e haverá sempre alguém com memória!

domingo, 1 de maio de 2011

Non abbiate paura!!

Hoje como em 1978: obrigado!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Eu vi!!!!!!!!!!!

Mourinho: orgulho e vergonha

No fundo tudo se deve reduzir à velha questão do berço mas se começo por aí corro o risco de inquinar a objectividade com que espero seja lido porque "levanto a lebre" de ser um preconceituoso.

Já senti muitas vezes orgulho pelo português José Mourinho: pelo seu trabalho, pelas suas conquistas, pelo reconhecimento mundial da sua carreira, por pequenas (mas decisivas coisas) como aprender a língua dos países onde trabalha MAS fazer discursos em português quando aceita e recebe troféus. O homem é bom. O homem é muito bom. Sei bem que os portugueses perdoam tudo menos o sucesso de outros portugueses e não engrosso a fileira dos primeiros. Sou dos que gostam de ver a bandeira subir para recebermos medalhas, sou dos que gostam de abrir o NY Times e ler artigos sobre Mariza, ou elogios a Damásio, sou dos que sentem o Hino, dos que se emplogam com o reconhecimento a Souto Moura, a Maria João Pires (mesmo que ela não queira ser portuguesa), a Paula Rego, a Sofia Escobar e a tantos outros. E tenho saboreados momentos desses com José Mourinho. Que é bom. É muito bom. Mas...

Mas...o portuguesinho que habita dentro de José Mourinho revela-se vezes demais e, geralmente, nas mesmíssimas circunstâncias. Mourinho ganhou o saudável hábito de ganhar. E esqueceu-se de que pode perder. E de que a grandeza se revela sobretudo nos momentos difíceis. Só os melhores vernizes aguentam a pressão...
Vai daí e ontem, depois de perder, produziu declarações vergonhosas: que ele já ganhou duas Champions e que Guardiola ainda só ganhou uma e que foi "escandalosa", que se Guardiola ganhar este ano a Champions fica com duas conquistas "vergonhosas", que no dia em que Guardiola ganhar duas Champions "limpas" então será como ele...sugeriu ainda que o Barcelona chega onde chega porque tem o patrocínio da UNICEF e que perdeu porque foi roubado como sempre.

Mourinho tenta transformar uma derrota numa questão de "o Mundo contra Mourinho" como se um resultado desfavorável não fizesse parte da competição e como se fosse assim que se suplanta uma adversidade. Muito portuguesinho reservar os louros para nós e alijarmos as culpas como os outros.

Mourinho é bom. É muito bom. Mas falta-lhe muito para ser melhor. No fundo tudo se deve reduzir à velha questão do berço...

terça-feira, 26 de abril de 2011

Distracção dos media

É notável que Portugal tenha três equipas nas meias-finais da Liga Europa e isso não passou em claro aos nossos media. Agora o que é verdadeiramente espantoso é que duas dessas nossas equipas sejam da província! E isso parece que passou ao lado da atenção da nossa comunicação social :)

Surf´s up!!


É com indesmentível e indisfarçável orgulho que mostro ao Mundo o resultado do empenho do Francisco na sua conquista das ondas!

25 de Abril...dois reparos.

O primeiro é que depois de ver tanta celebração em tantos anos seguidos do "Dia da Liberdade", continuo a notar a falta nos restantes 364 dias de um "Dia da Responsabilidade". Posso ser o reaccionário de serviço mas não acredito em liberdade sem responsabilidade. Nem em responsabilidade sem responsabilização. Aliás até acho que a liberdade é uma conquista da responsabilidade e não o contrário.

O segundo...a democracia já leva 37 anos de rascunho...Não será hora de alguém a passar a limpo?

domingo, 24 de abril de 2011

Sinal da crise?

Ou a Páscoa é um mau negócio para as operadoras de telemóveis ou é mais um sinal da crise mas o certo é que só recebi dois daqueles sms intrujas feitos de copy paste e carregadinhos de palavras ocas com que "os amigos" apanham boleia do calendário para fazerem prova de vida.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Sessão da meia-noite

Ontem fui ver um filme tão intimista que dormi com ele!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Ayapaneco

Há um artigo de quarta-feira publicado no The Guardian (e dá para ler aqui ) que tem a ironia própria da realidade e a tristeza que o destino lhe sabe imprimir por capricho. No México há um dialecto prestes a morrer. Restam duas pessoas que o dominam: dois velhotes que...não se falam!! :)

Every dream home a heartache...



"Penthouse perfection
But what goes on
What to do there
Better pray there..."

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Um tempo morto :(

Já não há cerejas do Chile e da Argentina. Ainda não há cerejas do Fundão. Esta é uma das piores alturas do ano :(
Só em Maio (Junho?) volto a encontrar cerejas. E depois...depois eu,a Beatriz e o Francisco, calor, espreguiçadeiras, piscina e dois kilos de cerejas: eis a definição de meia hora bem passada :)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Como se demite uma jornalista em 2 tempos...

Vamos lá ver se eu percebi o que se passou na Lusa. Na noite de 18 de Fevereiro, um assessor do PM telefonou para a Editora da Noite e debitou uma reacção de Sócrates às declarações de Alexandre Soares dos Santos. O dito soundbyte era "não basta ser rico para ser bem-educado". A jornalista não escreveu a notícia porque não teve acesso directo à fonte. No dia seguinte (19/2) durante a tarde o PM acabou por usar a frase perante jornalistas. A Editora da Noite da Lusa acabou demitida. Agora o Conselho de Redacção da Lusa leva o caso à ERC e ao Conselho Deontológico. Eu aguardo para saber o que decidem e tenho especial curiosidade em ver clarificada uma situação: para tomar a decisão de demitir a jornalista em que se baseou a Direcção de Informação da Lusa? Numa confissão espontânea da jornalista que condoída com os remorsos de não ter dado crédito ao telefonema amigo de um assessor confessou a sua "falta" à Direcção? Ou a queixinhas do assessor/Gabinete de PM estranhando o facto de que não conseguiram ditar um take pelo telefone? Para mim esta é a questão prévia...mesmo quando aposto que sei a resposta...

A poesia musical portuguesa revisitada

Com o Francisco poucas serão as músicas portuguesas que não mereçam um "upgrade" nas suas poesias.
Há meses foi esse avanço bélico do "Oh Rosa rebenta a saia, Oh Rosa rebenta a mãe"...e ontem uma actualização com um piscar de olhos ao INEM que se traduziu em "Maravilhoso coração do 112"... Treme, Marco Paulo! :))

terça-feira, 12 de abril de 2011

Those were the days...

Eram cerca de 28 minutos de puro gozo. De expectativa adiada até aos últimos metros. E que saudades me deixam… Esta manhã o Francisco (agora um leitor cada vez mais ávido) tropeçou num nome novo e perguntou-me “Pai, quem é o Carlos Lopes?”. Foi o suficiente para despertar em mim tanta coisa que estava adormecida no baú da memória! As noites feitas de horas de espera em que assistia ao desfile das masculinas atletas da RDA (sim, da RDA), as camisolas com as letras CCCP encimadas por rostos fechados na concentração, os ditos incontornáveis (“lá vai mais um para a Sibéria!”). Provas e mais provas…lançamentos de martelo, provas “menores” de pista, uns saltadores aqui e ali e a impaciência a crescer… Depois, geralmente no fim do programa diário, apareciam os homens que queríamos ver. Uns africanos (ainda não havia longos reinados de etíopes magricelas e velozes), uns europeus de Leste, o temível Viren (que nos “roubou” duas medalhinhas de ouro em 1976 e nunca se livrou de famas bizarras como a de fazer transfusões com sangue de rena…o que se inventava para justificar o que nos parecia impossível), uns britânicos, uns americanos e…Carlos Lopes. O NOSSO Carlos Lopes. Era baixinho quando começava a correr e um gigante no fim de cada prova. Quando ganhava era o primeiro quando não ganhava era o primeiro dos nossos corações. Lopes colocava-se na linha de partida ao lado daquela gente toda, aguardava o tiro e esgueirava-se por entre aquela muralha de cotoveladas e empurrões para assegurar sempre um lugar de observador. Nas primeiras voltas Lopes controlava o andamento dos outros. Nunca o vi ir atrás de uma “lebre” daquelas que ele bem sabia que iam estourar umas voltas mais adiante. Nós ficávamos colados às televisões, estupefactos mas ao mesmo tempo confessos crentes nas capacidades de discernimento do nosso atleta. Por vezes as “lebres” ganhavam inesperado avanço e os nossos corações eram assaltados pela dúvida: será que desta ele se enganou? Mas não. Lopes nunca se enganava. Por muito grandes que fosses os avanços estas “lebres” eram comidas pelo pelotão…e o meio do pelotão, no tal lugar de observador, seguia Carlos Lopes. Sucediam-se as voltas. Raramente se via Lopes a “pegar na corrida”. Ele era o estratega que se deliciava a ver os outros caírem na vertigem de levarem o esforço além das suas capacidades. Lopes, não! Passada firme, olhar atento, jeito humilde…ele ia gerindo o seu esforço e mantendo alguns sob vigilância. E passavam os minutos. E todos sabíamos que íamos ter mais uma alegria. E que aqueles 27 ou 28 minutos iam valer a pena. E que no dia seguinte íamos pertencer ao grupo dos “sorridentes com olheiras”. Faltam 5 voltas. Parece que Lopes não quer resolver ainda. A multidão de corredores que se acotovelavam há umas quantas voltas atrás era agora uma espécie de colecção de minhocas. À frente uma minhoca mais gorduchinha porque composta por um magote de homens que não mostravam no rosto o esforço. Depois umas minhocas mais pequenas e mais magrinhas…com homens com máscaras de esforço, alguns a arrastarem os pés…outros a desistirem. E Lopes continua. Faltam duas voltas. Por vezes algum incauto tenta dar uma “sapatada” na corrida mas logo é colocado no seu lugar…expelido pela cauda da dita minhoca. Ficam poucos e a conta é fácil de fazer: só há lugar para três no podium e o lugar que nos interessa só tem uma vaga e geralmente há uns quatro ou cinco que teimam em correr ao lado de Lopes. O sono é um lugar esquecido há quase meia hora quando toca a sineta que assinala a última volta. Mesmo assim é como se acordássemos. Nós e os atletas. O passo é acelerado, a fila fica mais estreita e longa. Lopes está firme mas não avança, sabe esperar. Os corações batem com mais força porque olhamos para as caras e vemos em todos a mesma convicção, a mesma certeza, a mesma intenção…mas nem todos têm a força de Lopes. Faltam 300 metros e ele joga. Joga tudo como sempre faz. Dispara. Parece que começou agora. Leva sempre um ou dois consigo para vencer antes do fim. Lopes não para. Lopes não vai parar! Lopes destroça a concorrência e cruza a meta e ouve-se o grito dos outros noctívagos que esperara, por mais uma alegria. Dormíamos melhor depois de ver Lopes a correr. Vivíamos melhor quando éramos resgatados por um “tipo como nós” que chegava lá e mostrava o que valíamos. Sem truques, sem estratagemas. Com vontade, força, determinação e muito…muito trabalho.


“Francisco, Carlos Lopes era um grande campeão que me deu muitas alegrias e ainda é vivo”, respondi eu com pena de não acreditar que um dia possa partilhar uma dessas madrugadas que já não existem com o meu melhor amigo.

Duas grandes interrogações dos nossos tempos

Porque é que os cães perseguem os carros ladrando aos pneus quando a experiência diz que o carro não vai parar e que eles nunca o apanharão?
Porque é que os jornalistas montam plantões nos aeroportos quando a experiência diz que estão à espera de pessoas que não é líquido que vejam e que, seguramente, não lhes dirão nada?

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Fernando Nobre e a inspiração marxista

A notícia de que Fernando Nobre será cabeça de lista do PSD por Lisboa, juntamente com dados que a memória guarda como a participação do mesmo:
na convenção do PSD que apoiou Durão Barroso em 2002,
na Comissão Política da candidatura de Mário Soares em 2006,
na Comissão de Honra da candidatura de António Capucho em 2009,
na Comissão de Honra da candidatura  de António Costa em 2009,
na campanha do BE para o Parlamento Europeu como mandatário nacional também em 2009,
permite a conclusão de que a sua inspiração é marxista. Marxista, seguidor de Groucho Marx que uma vez afirmou "Meus senhores, estes são os meus princípios! Se não gostarem tenho outros!"

Ou isso ou o médico que disse que só não ia para Belém se levasse um tiro na cabeça foi mesmo atingido nem que tenha sido de raspão...



quinta-feira, 7 de abril de 2011

Ainda sobre "gaffes" em testes...


Esta gravação surgiu na minha memória depois de ter visto a parte "em off" da declaração de ontem do Primeiro-Ministro. Para quem não saiba ou já não tenha memória, em 1984, Reagan estava a fazer testes de som para se dirigir ao país e produziu a "gaffe" que aqui coloquei. Reagan e Sócrates têm mais uma coisa em comum: ambos ficarão na história como dois actores medíocres.
Depois há todo um mundo de diferenças :) 

Forma OU conteúdo



O momento é grave mas a pose parece mais importante...



quarta-feira, 6 de abril de 2011

I´m not aware of too many things...




E assim termina mais um dia :)

Feeling...Radetzky!! :))


Já estou a bater os pés e tudo!


Um dos grandes enigmas da Humanidade resolvido! :)

Mulheres (perdoem a generalização que faço apenas por economia de texto) acho que vos entendi:

Preferem os homens que vos tratam mal porque esses podem sempre melhorar. Já os que vos tratam bem são perigosos porque podem mudar.

Fazem-me lembrar um hipocondríaco e a sua máxima "a saúde é um estado metabólico provisório que não augura nada de bom" que se traduz no epitáfio de sonho "eu não vos disse que estava doente?"

:))

O caloiro

Nota-se que Bagão Félix é caloiro: na sequência da primeira reunião do Conselho de Estado em que participa vem cá para fora dizer que Sócrates mentiu! É enternecedor ver alguém dizer como novidade algo que todos já sabem...

terça-feira, 5 de abril de 2011

Ai Portugal, Portugal...

Esta escumalha transformou o meu querido país naquele pedinte a quem ninguém dá esmola porque tem bom corpinho para trabalhar (e não o faz) e vai gastar tudo em vinho... E não se vê quem venha para fazer diferente, quanto mais fazer melhor...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Pérola de Sócrates :)

"O meu dever é informar o Senhor Presidente da República e não informá-lo previamente", by José Sócrates. É genial! Como é genial que esta tenha passado em branco aos entrevistadores. O que é isso de informar "não previamente"? É chegar a Belém e dizer "vim aqui para o informar que, conforme já estará informado, eu decidi..." ?

Standing ovations for Vienna's first-ever 'Anna Bolena'




Conta a France Press e, sinceramente não me espanta nada que:
"The first-ever staging in Vienna of Gaetano Donizetti's rarely-performed opera "Anna Bolena" received 20 minutes of standing ovations at its star-studded premiere at the Vienna State Opera Saturday.



Russian superstar soprano Anna Netrebko dazzled the first-night audience in the extremely demanding title role of Henry VIII's wife -- the second of his six wives, who was beheaded after a short three-year marriage for allegedly being unfaithful to the king with her former lover Lord Richard Percy.



Netrebko, whose voice has become infinitely more voluptuous and richer in the past few years, is not naturally suited to the belcanto repertoire. In fact, she was making her role debut as Anna Bolena. Nevertheless, she was completely convincing as the unjustly accused queen, veering between indignant fury and tender righteousness.



And she more met her match in Jane Seymour, sung by Latvian mezzo Elina Garanca in stunning form.



Indeed, while the infinitely elegant staging by Frenchman Eric Genovese -- which had more than a touch of the Old Masters thanks to sumptuous period costumes by Luisa Spinatelli and imposing sets by Jacques Gabel and Claire Sternberg -- never seemed to provide much more than an achingly beautiful backdrop, the excellent cast sang with such seering conviction that one hardly noticed the minimalism of Genovese's direction.



Austrian mezzo Elisabeth Kulman, in the trouser role of the love-sick Smeton, has a smoky, almost husky timbre but still managed to navigate the difficult coloratura with skill and aplomb.



Italian bass-baritone Ildebrando D'Arcangelo, who had cancelled due to sickness a few days before the premiere, but decided to sing after all, sounded somewhat pale to start with, but soon found his form.



The young Italian tenor Francesco Meli sang the demanding role of Lord Percy with a youthful virility that promises great things for the future."

Já tive o inavaliável prazer de as ver e ouvir juntas, em Covent Garden na ROH, no I Capuleti e i Montecchi e, por isso, presumo que se tivesse ido até Viena no sábado a tal "standing ovation" teria sido ainda maior :)

Sobre futebol...ou o que resta dele.

Estava no Estádio da Luz, no Verão de 2004, e assisti à vitória da Grécia contra Portugal na final do Euro 2004.


Estava no Estádio de Alvalade, na Primavera de 2005, e assisti à derrota do Sporting na Final da Taça UEFA.

De uma vez e de outra fiquei “sem pinga de sangue” e até sem reacção. Mas assisti à festa dos vencedores . Não aplaudi porque, como já disse, estava sem reacção. Mas registei o que vi e pensei: “um dia pode ser que me calhe a vez de celebrar uma vitória da minha selecção ou do meu clube noutra final”. E voltei para casa. E, no dia seguinte, acordei sem vergonha.



Tenho, de facto, a sorte de não ser benfiquista. Porque se fosse benfiquista (vade retro!!) ontem teria adormecido envergonhado e hoje teria acordado coberto da mesma vergonha. É inqualificável a falta de respeito, de grandeza, de fair play e de tantas outras qualidades dos dirigentes do Benfica. Apagar a luz do estádio e ligar a rega durante a (justa) celebração dos adversários revela bem a quem andam entregues algumas das mais antigas e (até) respeitáveis instituições do país.

Em nada perde o brilho um digno vencedor quando fica demonstrado que não houve um digno vencido. O Benfica foi vencido pelo Porto e humilhado pelos seus próprios dirigentes. Este clube continua a ser um espelho fidedigno do que o nosso país tem…no pior.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Mais uma lição!

Esta manhã o Francisco, com os olhos rasos de lágrimas, despediu-se de mim e disse: "Não vou chorar porque a chorar o tempo demora mais a passar".
Grande verdade, Quico! E que maneira esperta de gerir o melhor que o tempo terá para te dar ao longo da vida!!

Eu e as regras...

Não escrevo ao abrigo do novo acordo ortográfico: um espectador nunca será um "espetador"

Não sinto em consonância com o novo acordo semântico: para mim "gosto" e "amigo" não são um click no Facebook.

Não falo segundo as regras do novo acordo fonético: "bolo-rei" não se diz "bolo-rAi" nem "quem" se pronuncia "quaim".

quinta-feira, 31 de março de 2011

Tempus Fugit...

"O ambiente promete entreter a classe política nos próximos 18 dias" podia ser uma notícia de hoje. Será que em 17 anos ficou tudo na mesma menos eu e os meus cabelos brancos? :)





Sócrates e Passos Coelho

Estamos a caminho de eleições e a dúvida instala-se? Serão Dupond et Dupont? Dr Jekyll and Mr Hyde? Siegfried and Roy? Bonnie and Clyde? A mesma personalidade replicada ou duas personalidades complementares e unidas pelo modus operandi...?

Falta um dia :)

Amanhã é um dia especial para muita gente :) Imagino a agitação que vai por esse país fora: o que vestir, o que dizer, a quem telefonar? Afinal se existe um Dia das Mentiras há pessoas que se sentem homenageadas, não é? :) Parabéns!

quarta-feira, 30 de março de 2011

O poder redentor da desilusão

Carmen Miranda cantava nos anos 30 do século passado que “jóia que se perde no Mar, só se encontra no fundo”. A letra não tem sido muito glosada mas o suficiente para que pela mão e pela voz de Marisa Monte tivesse chegado aos meus ouvidos em 1998. Ouvi, registei e soube que tinha tropeçado numa das (duras) verdades da vida. Dura porque revela que quando perdemos alguma coisa muito importante só a encontramos de novo se soubermos mergulhar tão longe quanto o Mar nos obrigar. Ou isso ou ficar a olhar para o Mar como se ele alguma vez nos devolvesse o que nos levou.


Por diversas vezes na minha vida dei por mim a olhar o Mar sem saber se mergulhava ou se lhe virava as costas. Sem saber momentaneamente, porque a minha natureza não me permite NUNCA virar as costas ao que me faz mover, ao que me faz vibrar, ao que me faz VIVER. Como tal, eu sou o mergulhador de serviço da minha vida. O que enche o peito de ar, se atira à água e procura chegar ao fundo para resgatar a jóia. Nunca morri a tentar e nunca morrerei a tentar mas também nunca morrerei sem tentar.

Na realidade o mergulho profundo que se segue foca-me. À medida que o ar vai escasseando nos meus pulmões o valor da jóia que repousa no fundo aumenta porque é por ela que eu me estou a sacrificar, que eu estou a levar ao limite o esforço das minhas capacidades. Ganho nova e mais aguda percepção de mim, ganho mais fôlego por cada vez que mergulho. Acontece chegar ao fundo e descobrir que a jóia se perdeu sob a areia ou que ficou presa em destroços do passado que no fundo jazem. E nessa altura resta o caminho de regresso à superfície. Doloroso mas menos penoso porque a caminho do ar de que me privei. De que me privei em prol da minha natureza de ir até ao fundo, de lutar, de nunca baixar os braços.

Quando termino o mergulho inspiro como se fosse a primeira vez. E esse ar que me entra nos pulmões dá-me fôlego para continuar. Para continuar a olhar o Mar e a mergulhar por cada jóia que lá perder. É esse o poder redentor da desilusão! Por cada uma fico com mais capacidade para enfrentar a seguinte e também com mais pulmões para encher com o ar doce e ameno que me preencherá quando, um dia, deixar de perder no Mar tudo o que me faça brilhar o olhar.

Dá que pensar...

Esta manhã o Francisco acordou com um dúvida à qual não consegui responder mas que introduziu um conceito interessante nos meus pensamenots: "quem é o pior amigo do Mickey?".
"Pior amigo"...dá que pensar. E existe :)

terça-feira, 29 de março de 2011

Banda sonora para o amanhecer de Verão

Algo me diz que acabo de tropeçar no som que vai acompanhar o início dos meus dias do próximo Verão...assim o Verão se apresse :)

Os meus melhores Amigos

Os meus melhores amigos não me dão muitas respostas mas fazem-me muitas perguntas. Não me estão sempre a dar coisas mas aceitam e valorizam todas as coisas que eu lhes dou. Não atribuem grande significado aos valores materiais mas sabem quanto vale uma pedrinha, um abraço, uma estrela do Mar ou um sorriso. Voam comigo até ilhas desertas onde ainda existem piratas e regressam a tempo de dormir em casa.  Não precisam de me perceber para confiarem em mim. Sabem que há beijos que curam e olhares que tudo dizem. Os meus melhores amigos estão sempre comigo e sentem que a minha presença os protege. Nunca cobram mas antes oferecem mais.
Os meus melhores amigos não me tratam pelo nome. Geralmente chamam-me pai. E eu acho que nunca vou ter amigos como estes e duvido que alguém os tenha tão bons.

Será que a Primavera começa hoje?

Está um amanhecer glorioso mas ainda se nota um chato ar húmido da manhã...

segunda-feira, 28 de março de 2011

Parabéns Arquitecto Souto Moura :)

Numa época de "burras que sou", "gerações à rasca", governos rascas e oposições do mesmo calibre, pancadaria em eleições de clubes e outras boas notícias do género, saboreio com maior intensidade a notícia de um português que vê (merecidamente) o seu talento e o seu trabalho serem reconhecidos.

Feliz 2012 :)

Se não fosse por saber que ainda falta o Verão estava capaz de querer um Ano Novo

quarta-feira, 23 de março de 2011

É bom ter memória


Ontem estava a ver o Coronel Khadaffi "em directo" a falar aos líbios e lembrei-me muito destas palavras de Ronald Reagan. Porque gostei muito da sua presidência, porque as palavras eram apropriadas e, acima de tudo, porque há 25 anos que se sabia o que esperar do homem e do regime. É complicado ter razão na altura certa mas essa é apenas uma das qualidades de um estadista. Este coro de gente ofendida que hoje quer a deposição do Coronel mas que durante 25 anos fez negócios, fechou os olhos, frequentou tribunas presidenciais em Tripoli, permitiu que se montassem tendas nos seus países e amnistiou Lockerbie com indemnizações não tem moralidade nem dimensão.


terça-feira, 22 de março de 2011

Artur Agostinho

Há duas semanas falei com Artur Agostinho com a mesma sensação de sempre: a do miúdo que se atreve numa redacção e vai perguntar qualquer coisa ao seu colega mais sénior. Com a delicadeza de trato com que sempre distinguiu todas as pessoas, explicou-me que tinha acabado nesse dia de curar uma gripe e que aguardaria mais duas ou três semanas para termos uma nova conversa. Pelo meio, a cortesia com que sempre me corrigia quando o chamava Senhor Artur Agostinho e me instava a tratá-lo pelo nome porque "somos colegas". 
Era o maior de todos os que fazem da minha ocupação profissional modo de vida. Era o último.
Um dia vou poder dizer aos meus filhos: "eu ainda sou do tempo dos Príncipes"!

Surpresas que a noite reserva para o dia que aí vem...

Se o ruído do farol que ouço há horas servir de prenúncio de alguma coisa vem aí uma séria manhã de nevoeiro e com ela o adiar de uma Primavera que o calendário anunciava e a Natureza até cumpria :(

segunda-feira, 21 de março de 2011

Eu...

O pinheiro que vive trajando o verde da esperança mas destinado a nunca florir. Garantia perpétua de solidez e de abrigo para quem o busca e cheio de silêncios no seu romance eterno com o Sol. Tu tocas-me, eu nunca te alcanço. Mas estendo os meus ramos para estar mais perto de ti. Não me engalano nas Primaveras nem me entristeço nos Invernos na minha secreta coerência que a chuva desvenda porque a retenho em lugares invisíveis que uns chamam raízes e outros coração. Destinado a não florir mas nunca resignado. Sina dos que morrem de pé...

É bom lembrar! :)

Durante anos tive uma impressão deste "quadradinho" por cima do meu lugar de trabalho na TVI :)


Há lá segunda melhor maneira de começar a Primavera? :)

quinta-feira, 17 de março de 2011

As long as I live :)

"Each in its own way was...unforgettable. It would be difficult to .......... Rome; by all means, Rome. I will cherish my visit here, in memory, as long as I live."




quarta-feira, 16 de março de 2011

Vamos lá mas é a meter alegria nisto!!


Open your Heart :))


Mal sabia eu que há 30 anos (!!) andava a ouvir a banda sonora do meu presente...Sublinhados aparentemente feitos por encomenda :))




 
And when it hurts you know they love to tell you
How they warned you

They say "Don't be surprised at someone's lies"
They think they taunt you
But if you can stand the test
You know your worst is better than their best
And so you stand here with the years ahead
Potentially calling
With open heart or with a spirit dead
You walk on
Lies the reason
Faith or treason
Playing a part
End concealing
Try revealing
Open your heart
Dare to feel
Take the chance
Make the deal
Being an island
Shying from trying
Seems the easy way
Such an easy way
But there's no future without tears

But if you can stand the test
You know your worst is better than their best
Lies the reason
Faith or treason
Playing a part
End concealing
Try revealing
Open your heart

terça-feira, 15 de março de 2011

Vida e rumos

A vida é a viagem de uma vida. Sabemos quando ela começou, não queremos que termine e nunca nos apercebemos do momento exacto em que estamos a meio da viagem. Talvez por isso ela deva ser tão bem preparada: para que se, de repente, chegarmos ao fim dela não nos queixemos de que ainda estávamos a fazer a mala ou de que estávamos a começar a gostar da paisagem ou da companhia ou do que estávamos a visitar e conhecer.
Por outro lado não é equilibrado acharmos que ela pode acabar a qualquer momento porque assim nem conseguimos gozar cada momento novo que ela nos proporciona.
Há um equilíbrio incerto, instável e desafiante em fazer esta viagem. Pela minha parte achei prudente há um par de anos assumir que, por um desses dias, devo ter chegado a meio da viagem.
A primeira metade foi consumida com preparativos. Chamemos-lhe educação, princípios, valores, "bagagem" cultural, de certa forma até experiência. É uma primeira metade muito importante porque ela vai definir parte substancial do que seja a segunda metade. Sobretudo porque é essa primeira metade que nos vai criar o rumo. Andamos a tomar balanço e depois seguimos viagem como que movidos pela inércia. E, como na física, quanto maior é a massa...maior é a inércia.
Sigo, assim, a minha viagem alimentado pela propulsão da primeira metade e auto-alimentado pela inércia grande de uma massa também ela grande que acumulei. E isso torna difícil mudarmos o rumo. Porque há muita inércia a "animar" o nosso movimento e porque, a certa altura, começamos a perceber que ainda que vençamos essa inércia a dificuldade de ganhar de novo velocidade para novo rumo é gigantesca.
O que custa é quando nos apercebemos de que o rumo que "definimos" na primeira metade da nossa vida nos leva por um caminho que, mesmo sendo o nosso, é difícil. A tentação para olhar para a nossa massa e pensar que é ela que nos impede de mudar o rumo é grande. Mas a verdade é que se começássemos a alijar a carga que transportamos até pode ser que consigamos abrandar e mudar de rumo..mas já não somos nós. Já não nos reconhecemos. E pior...temos menos tempo útil para andarmos a brincar aos rumos. E, pior ainda, nesse momento em que perdemos massa e velocidade pode ser que nos condenemos a parar o barco no meio de águas lodosas sobre as quais passaríamos em velocidade de cruzeiro se não nos achássemos capazes de nos darmos ao luxo de termos abrandado para mudar de rumo.
Qual o vício de todo este raciocínio? É o de olharmos para trás e de nos fixarmos no que carregamos. O que nos dá peso é o mesmo que nos dá massa crítica para despedaçarmos icebergs, rompermos águas lodosas e navegarmos no nosso rumo. Mas se encararmos como peso nunca lhe daremos o valor de massa. Se catalogarmos como pesada herança nunca valorizaremos como robusto património.
Por isso sigo o meu rumo! Não sei onde vou chegar mas esse é o tal desafio!
E acima de tudo tenho bem presente que a vida é MESMO a viagem de uma vida! E a segunda metade vai ser inesquecível porque eu mereço! :)

O português segundo o Francisco

Foram precisos largos minutos e a prestimosa colabração da irmã para que eu entendesse que quando o Francisco fala de "tótós às riscas" quer dizer "tranças"...

"Guardas nocturnos passam a andar armados com apito", in DN

Parece piada estúpida mas é verdade. Segundo o DN estão a ser retirados os cassetetes aos guardas nocturnos que deixam assim de ter armamento pesado e passam a contar com um apito para zelar pela segurança dos seus concidadãos durante as noites. Com a habilidade mediática com que este Governo nos costuma presentear já imagino um recuo nos próximos dias e o anúncio feito pelo MAI de que o executivo soube ouvir o que tinham  dizer os profissionais deste sector tendo deliberado que, "mediante o preenchimento de uma série de requisitos e o pagamento de uma taxa excepcional alguns dos guardas nocturnos, devidamente avaliados por um Grupo de Trabalho a nomear e que cumpram serviços em zonas classificadas por uma Comissão (que será oportuamente designada) como de perigosidade mais elevada possam exercer as suas funções armados com uma vuvuzela."

sexta-feira, 11 de março de 2011

Ok! Desisto...

Como é que uma pessoa adulta encaixa num triciclo motorizado?


famel+tricarro+frente.jpg

quinta-feira, 10 de março de 2011

Bravo!!

Este senhor na fotografia chama-se Nicola Luisotti. Em Dezembro de 2008 tive a sorte de oferecer a mim mesmo como prenda de Natal antecipada (dois dias) uma récita de Turandot com Jose Cura como Calaf. Fiquei na primeira fila com este Maestro tão perto de mim que lhe conseguia literalmente ouvir a respiração. No final estava rendido como sempre à peça e como nunca a um Maestro (dos que vi ao vivo, entenda-se).
Se não tinha a certeza se tinha alguma vez percebido porque tinha sido arrebatado pelo Maestro, hoje tive a certeza de que nunca tinha percebido.´É que só hoje descobri a entrevista dele  publicada aqui e cuja leitura recomendo vivamente. Sobretudo para quem goste de Puccini.



Nicola Luisotti




http://www.musicalcriticism.com/interviews/luisotti-0109.shtml

Nem tudo é mau!

Este amanhecer o mar estava um espectáculo!! (e sem o "c" do abrão do aordo ortográfico esta frase não teria a mesma grandiosidade)

segunda-feira, 7 de março de 2011

Novidades

Acabo de ouvir na TVI-N uma "jornalista" da Agência Financeira a utilizar a expressão "os economistas são pouco unânimes". Saúdo a chegada deste novo conceito ao jornalismo português e antevejo todo o novo mundo de oportunidades que se abrem para a comunicação de mensagens. Espero para breve a utilização de outras expressões que não provoquem inconforto nem descomodidade a estes cérebros com pouco uso...

Critérios

Espreitar as primeiras páginas dos jornais de hoje é um exercício interessante e revelador do que sejam os critérios das mentes brilhantes que os dirigem. Obikwelu e Naide Gomes ganharam ouro e prata no Campeonato Europeu de Atletismo. São, portanto e respectivamente, Campeão e Vice-Campeã da Europa. O DN apercebe-se, dá destaque e publica uma fotografia grande. O "i" junta a esse destaque e fotografia uma frase inspiradora. Correio da Manhã, JN e Público fazem pequenos destaques na capa. Como se fosse uma trivialidade termos campeões ou como se para estes jornais ser o melhor não chegasse. Critérios que empurram para a ribalta os trafulhas, os delinquentes, as pegas que passam a acompanhantes de luxo e escorraçam os que trabalham e atingem sucesso com a sua dedicação. As primeiras páginas parecem uma selecção de eventos feita por uma carpideira e, nesse choro e ranger de dentes, não sobra espaço de vulto para quem ousa sobressair da mediania. Critérios...

domingo, 6 de março de 2011

Coincidência, inaptidão ou private piadola?

A Gala que a RTP vai exibir na segunda-feira é apresentada por Catarina Furtado e chama-se "Um por todos".
A última gala que a RTP apresentou foi apresentada recentemente por Catarina Furtado e incluíu um momento patético em que três artistas foram comparados a três "moscãoteiros".

A relativa imaturidade e a absoluta imbecilidade.

Não sendo um consumidor habitual de produtos datados e,pior, fora de prazo vou sempre dando uma espreitadela ao que acontece até mesmo nesse âmbito. E foi assim que descobri que o Festival da Canção da RTP foi arrebatado por uma coisa pseudo-engraçada dos Homens da Luta.
Ponto prévio: não vi as outras canções e conhecendo a média do que se costuma exibir por ali, nem estranharia que esta fosse , de facto, a melhor canção em concurso mas, por outro lado, conheço suficientemente bem o país onde vivo para me ser lícito concluir por avaliação empírica que haveria por lá melhor mas que o público optou por esta porque se sentiu atrevido. E é aqui que se cruza a fronteira para a imbecilidade. O protesto, a indignação, a ousadia de levantar a voz, o génio criativo da mudança ficam entregues aos Homens da Luta e a nação dorme descansada porque cada um dos votantes sente que mexeu com o sistema e que deu um recado e que apedrejou o charco. Assim se baixam as calças para mostrar o "não pagamos" escrito nas nádegas, assim se vai atrás de epifenómenos políticos, assim se escolhe uma canção patética. Assim vamos...de um estado relativo para uma condição absoluta.

sábado, 5 de março de 2011

"Paulo Sérgio apanhado a conduzir com álcool no sangue",in i

Noticiava o "i" que o ex-treinador do meu Sporting foi apanhado a conduzir com 1,1 grs/l de álcool no sangue. E, de repente, fez-se tanta luz no meu espírito! Agora sim eu percebi o alcance de tiradas como "o campo estava inclinado", de contratações como as de Cristiano e de todas as vezes que o Maniche era colocado em campo...

sexta-feira, 4 de março de 2011

"Portugal preside a comité da ONU de sanções para a Líbia", in JN


Segundo o JN, "Portugal aceitou o convite para presidir ao comité de sanções para a Líbia no Conselho de Segurança da ONU. Um convite que surgiu por ser "um país com boas relações com África e com o mundo Árabe" e, por isso, "era o que congregava mais apoios"."

Já estou a imaginar o PM a mexer todos os cordelinhos para que as sanções económicas passem por absorver a nossa produção de Magalhães durante 25 anos...

quinta-feira, 3 de março de 2011

"Venezuela's Chavez Spoke With Gadhafi About International Peace Mission"

Este é o título de uma notícia do "bureau" de Caracas da France Press.
Agora falta o desenvolvimento mas, por esta altura, Sócrates deve andar a tentar convencer Chavez a não sugerir que a tal "Peace Mission" o inclua a si. Ou, pelo menos, que se o incluir a si não inclua mais ninguém...

terça-feira, 1 de março de 2011

Epá! Fomos enganados!

E, de repente, descobrimos que Kadhafi é mau...
E que quando Luís Amado se sentava numa poltrona dourada na tribuna para presenciar o desfile comemorativo da tomada do poder pelo Coronel em Setembro de 2009 estava a assistir a uma encenação que evocava um regime mau...
E que quando Severiano Teixeira se sentava noutra poltrona dourada dentro da tenda que o Coronel teve autorização para montar no forte de S Julião da Barra durante a cimeira UE/África estava a sentar-se com o líder de um regime mau...
E que quando o PM se deslocou a Tripoli para adjudicar mais um pacote de Magalhães estava a negociar com um regime mau...
É que "o Mundo mudou, e de que maneira, nas últimas duas semanas", não é? Fomos enganados!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O estado em que estamos

Esta manhã Luís Marques Mendes apresentava o seu livro na televisão, no programa de Manuel Luís Goucha. Constato, registo e guardo na memória.
Mas...não ficaria bem com a minha consciência se não exprimisse a minha estranheza (assim a atirar para a estupefacção) pelo "evento". E, com isto, não faço juízos de valor sobre este pequeno "fait divers" mas apenas me socorro do título da obra.."o estado em que estamos"...

A vida pelos meus mestres I

Francisco: "Quem me dera ver o Sporting campeão com os meus olhos"

Beatriz" Francisco! Ainda devem falta muuuuuuuuitos anos..."

Francisco: "Não, não, Beatriz! É ver o Sporting campeão com os meus olhos e com o pai!"

Não sei se não me deprima :)

Vaticínio

Os níveis de sucesso e de competência do ex-treinador do Sporting, Paulo Sérgio, colocam-no "na calha" para o Governo...

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

PSD - a tentação da autofagia

Santana Lopes terá dado o tiro de partida para mais uma temporada de autofagia do PSD ao afirmar que "os portugueses ainda não confiam em Passos Coelho". Independentemente da razão que lhe possa assistir, ouvir Santana Lopes falar sobre a confiança dos portugueses num político suscita-me imagens de Nero a promover uma marca de extintores: a ideia é boa mas o mensageiro apenas pelo humor pode ter sido bem escolhido...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Júlio Magalhães deixa a Direcção de Informação da TVI

Eis a melhor resposta para quem colocasse em causa que ele alguma vez tivesse prestado um contributo de vulto para o jornalismo português.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Isto começa a ser repetitivo mas...que culpa tenho eu?

Estou quase a fazer-me sócio do Corinthians...


Quem dorme com cães, acorda com pulgas.

A coisa até pode passar sem se dar por nada porque andamos todos ocupados com moções de censura do BE e/ou do PCP, jogos de futebol e outros assuntos verdadeiramente importantes...mas a Líbia (leia-se, o Coronel) fez uma espécie de ultimato à UE e a France Press soube dar atenção. A coisa é mais ou menos "meus amigos deixem-se lá de coisas com apoios a protestos nas ruas de Tripoli ou então nós fechamos os olhos à imigração ilegal que usa o nosso país como trampolim para chegar à Europa."
É uma jogada de mestre com alicerces na geografia: a Líbia tem quase 2000 kms de costa no Mediterrâneo e praticamente o dobro em fronteiras terrestres com municiadores de imigrantes ilegais tão significativos como o Chade e o Sudão.
O Coronel não é nada parvo e a UE vai "baixar a bolinha" num ápice... Nestas alturas se vê como os equilibrios são instáveis e como é estulto pensar em ter acordos que serão honrados por este tipo de gente. E abdicar de uma Europa sólida e justa no acolhimento com temores de sermos rotulados como "Europa-Fortaleza" deu nisto.

Onde quer que esteja, Oriana Fallaci sorri...

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Coisas...

"Não basta ser rico para ser bem-educado", terá afirmado o PM. O mesmo que deve andar convencido de que basta usar fatos Armani para perder o ar de saloio....

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Mais imagens fresquinhas para que quem não tem vergonha se envergonhe!





Alguém pode fazer chegar isto ao genial Bettencourt?


Ainda o risco das generalizações (e porque as odeio)...

“No amount of observations of white swans can allow the inference that all swans are white, but the observation of a single black swan is sufficient to refute that conclusion.” - David Hume

Awakening?

Ontem a BIC fez 60 anos.
Hoje acordei a aperceber-me que o que me separa dessa idade é um teenager...
Aguenta-te, miúdo!!!!!!!!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O que as notícias de hoje me inspiram

Titula o DN que "Cadáver esteve dois meses sentado à mesa". Eu também já fui a esse restaurante uma vez e estive mesmo para sair sem pagar a conta...

Lições

O meu pai ensinou-me que "nunca devemos ter medo do Mar mas também NUNCA podemos deixar de lhe ter respeito". Esta noite tive a aula prática...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Presidenciais: vergonha!!

O ridículo não tem limite e agora até já aparece publicado no Diário da República e sem rodeios. Ontem foi publicado o mapa com os resultados oficiais das eleições presidenciais. Foi aprovado com dois votos contra, duas abstenções e dois votos a favor (um deles o do Presidente da CNE que exerceu o seu voto de qualidade).
Assobiamos para o lado e continuamos, não é?

http://www.cne.pt/dl/resultados_pr_2011.pdf

Marés...

O site do Instituto Hidrográfico tem uma animação que revela uma previsão de ondulação de 10 metros para esta noite e madrugada de amanhã...mesmo "em cima" de minha casa. E há um lado meu que está deliciado com a perspectiva. Quem acha que os homens nunca crescem tem aqui um bom case-study :)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

"Costa portuguesa está sem radares", in CM

O título diz quase tudo.
O que fica por dizer é que "parece que não se passa nada".
Bem sei que a notícia não terá a importância do filho incógnito de um futebolista, do assassinato de um tenebroso "jornalista" em Manhattan ou da Lyoncica filha de uma pimbita da TV.
Não...é apenas a linha costeira que serve de fronteira da UE, somente um convite para o aumento do tráfico de droga, tão só a nossa segurança. Assegurada por patrulhas e binóculos. Porque não há radares. Porque a rede antiga de radares foi desactivada porque levantava problemas e a nova ainda não está instalada. Ah!! Mas temos submarinos!! E uns blindados todos catitas para quando houver nova cimeira da NATO!
Mas radares...não! Não fazem falta!
Não sei onde vamos parar mas sinto que, se um dia repararem em nós, vamos ser o tema para muitas e boas anedotas em todo o Mundo. E  inspiradas em casos reais!

Não deixa de ser curioso que...

...os nossos jornais classifiquem, aqui e ali, Moubarak como "a múmia do Egipto" e nunca se tenham lembrado de aplicar ao nosso PM a classificação de "a praga do Egipto".

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Sentido de humor, de Estado e de oportunidade

Segundo o CM de hoje, o "Primeiro-ministro José Sócrates manobrou retroescavadora e brincou: “Se perder o emprego, já sei!”."
Esta frase revela bem do sentido de humor, de Estado e de oportunidade do nosso PM. 


Consta que foi muito mal recebida em Custóias pois defraudou as expectativas dos "residentes" de o virem a receber quando ele "perder o emprego"...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Duas opiniões que vai valer a pena ouvir

Ontem assim que me disseram que constava que o BE ia apresentar uma moção de censura ao Governo, o meu espírito jornalístico disse-me logo: "Mário, há aqui duas opiniões opostas que é fundamental serem recolhidas! A de Manuel Alegre e a de Manuel Alegre!!"

É claro que isto não é uma generalização (até porque as odeio) I

Mas...quando eu tinha os meus 18 anos, grande parte das miúdas da minha idade começaram a comportar-se e a vestir-se como se fossem umas mulheres adultas. E entediavam-me de morte com o seu ridículo...
Hoje estão "na casa" dos 45 anos e grande parte delas comportam-se e vestem-se como se tivessem 18 anos. E entediam-me com o seu ridículo...
Acho que devo ter perdido alguma coisa interessante pelo meio...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Imagens que deviam envergonhar que não tem vergonha...


Soubesse alguém o que me custa ver este vídeo... Esperteza saloia portuguesa no seu máximo. Liedson é vendido por meio prato de lentilhas, chega ao Brasil e...marca dois!! Saudades!!!!! 



Wishful thinking

"That is what makes this revolt so interesting. Egyptians are not asking for Palestine or for Allah. They are asking for the keys to their own future, which this regime took away from them. They are not inspired by “down with” America or Israel. They are inspired by “Up with Egypt” and “Up with me.”
Quem o escreve é Thomas Friedman no NY Times. E quem sou eu para contestar o que escreve quem já ganhou mais três Pulitzers do que eu? Se calhar sou só alguém que aprendeu a olhar com desconfiança para multidões pelo menos desde que vi uma revolução semelhante passar por uma tomada de reféns numa Embaixada e pela instauração de um regime fundamentalista. O tempo dirá se o optimismo Pulitzeriano de Friedman tem mais razão do que o "meu" realismo empírico...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Carlos Castro vai ter o nome numa rua de Lisboa?

Diz-nos o CM que "Um grupo de amigos de Carlos Castro, em que se inclui Filipe La Féria, propõe ao presidente da Câmara de Lisboa que o nome do cronista seja incluído na toponímia da cidade."
Eu só espero que essa rua fique em..cascos de rolha :))

Mudanças no tom

Ontem era notícia que a "Creche ilegal era gerida por casal brasileiro" (CM). Hoje é notícia sobre o incêndio que matou três pessoas nas Caldas da Rainha que uma "Ucraniana reconhece que vela provocou incêndio" (DN).

A origem das pessoas que cometem crimes não é, à partida, um critério diferenciador quando se titula uma notícia. As excepções são óbvias se estivermos, por exemplo, na presença de um crime de inspiração xenófoba. O que não é o caso. Aqui estamos perante situações em que a vergonhosa creche podia ser gerida por um casal ribatejano, por um trio minhoto ou por um quarteto lisboeta. E a notícia seria a mesma.
Como também a notícia seria a mesma se a pessoa que provocou o incêndio nas Caldas fosse arquitecta, técnica de andebol ou observadora de pássaros.
Mas os títulos dão bons indícios de uma subtil mudança de tom. Não se entende se é o jornalismo que vai atrás de uma ainda emergente vaga de fundo contra os estrangeiros ou se são os jornais que a estão a começar a criar. Mas ela está lá e não convém ignorá-la por muito "mainstream" que seja assobiar para o lado.
Estes títulos não são normais. E é bom reflectir sobre isso enquanto a lucidez não estiver perturbada pela maré de notícias que se adivinham com estrangeiros como protagonistas.

Lacão e a caravana que passa...

Registei com extremo agrado a ideia sugerida por Jorge Lacão de redução do número de deputados. E não me causou estranheza que Sócrates depois viesse dizer que a proposta está fora da agenda do Governo.

Primeiro porque já é costume os Ministros dizerem publicamente uma coisa e o PM vir depois dizer outra.

Depois porque Sócrates já deve ter percebido que após a sua passagem pelo Governo a questão que realmente nos é colocada diariamente é a da necessidade da redução do número de PM´s de um para zero. Isso sim :)))

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A vida continua aqui

A partir de amanhã...a vida continua aqui :)

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Quanto vale a consciência de um país?

Recebi há momentos o troco de umas rápidas compras de supermercado. A senhora da caixa chamou a minha atenção para uma das moedas que me entregava. "É uma moeda de dois Euros e meio", disse. E completou: "é uma moeda especial comemorativas dos Jogos Olímpicos".
A dita moeda começou logo a queimar-me as mãos... uma moeda comemorativa dos Jogos Olímpicos...de Pequim.

Dois euros e cinquenta cêntimos parece ser o preço exacto pelo qual a consciência de Portugal se vende: em bom rigor nem sei se valeremos muito mais enquanto formos tripulados por gente tão mesquinha, egoísta e ingrata

O país está a banhos com a sua habitual consciência tranquila, dir-se-ia. Pois eu não posso deixar de calar que o país está a banhos com a habitual memória curta.
Recuemos no tempo.
O que diríamos se, há apenas dez anos, a Indonésia estivesse a organizar uns Jogos Olímpicos e um país (digamos, Espanha) decidisse cunhar moedas evocativas? 

(Lembrete para as "consciências mais tranquilas": há dez anos a Indonésia ocupava ilegitimamente Timor-Leste; as violações dos direitos humanos eram sistemáticas e brutais)

Assistiríamos placidamente e de braços cruzados a essa alheamento em relação ao drama dos timorenses? Aceitaríamos que o mundo se silenciasse e participasse na "grande festa do desporto" indiferente  ao genocídio e à humilhação?

Haverá uma diferença entre Timor e Tibete? E entre China e Indonésia?

Passaram dez anos.É muito pouco na História da humanidade, enquanto género humano,  mas parece ser tempo a mais na história da Humanidade, no sentido de natureza humana, para que 
a gratidão não se tenha consolidado na alma de um Povo. Porque o Nobre Povo cantado n´A Portuguesa não se verga, não se vende...muito menos por dois euros e meio.

Lendo (relendo?) ...

  • What the dog saw
  • The Tipping Point
  • Made in America, Bill Bryson

Ouvindo...

  • The Smiths..."Reel Around the Fountain"
  • Mozart... "alla turca"